Home office com filhos pequenos: 8 dicas para não entrar em burnout

Home office com filhos pequenos pode ser desafiador. Veja 8 dicas reais de uma mãe para trabalhar de casa sem burnout e deixar sua rotina mais leve também !

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7/18/20267 min read

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a woman sitting on a couch using a laptop computer
a woman sitting on a couch using a laptop computer

Quando comecei a trabalhar em home office, eu achei que tinha encontrado a solução perfeita: trabalhar de casa, acompanhar minhas filhas de perto e finalmente conseguir equilibrar maternidade e carreira.

Mas existe uma parte do home office com filhos pequenos que quase ninguém fala: você pode estar em casa o dia inteiro e, ainda assim, se sentir completamente sobrecarregada.

Eu sou mãe de duas meninas, uma de 3 anos e outra de 9 anos, moro nos Estados Unidos e não tenho uma rede de apoio por perto. Durante muito tempo tentei fazer tudo ao mesmo tempo: cuidar das minhas filhas, manter a casa organizada, trabalhar e ainda encontrar espaço para cuidar de mim. Até que percebi que continuar tentando alcançar uma rotina perfeita estava me levando ao limite.

A verdade é que eu não encontrei uma fórmula mágica, mas algumas mudanças simples transformaram a forma como eu trabalho e vivo minha maternidade. E hoje quero compartilhar as estratégias que me ajudaram a tornar essa rotina mais leve e possível.

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1. Pare de tentar ter uma rotina perfeita

A primeira mudança que precisei fazer foi aceitar que uma rotina perfeita simplesmente não existe quando você tem filhos.

Durante muito tempo eu me comparava com aquelas rotinas organizadas que via na internet. Parecia que outras mães conseguiam trabalhar, cuidar da casa e ainda ter tudo sob controle. Mas a realidade é diferente. Quando você trabalha em casa com crianças, sempre haverá interrupções, mudanças de planos e momentos em que nada sai como esperado.

No começo, isso me frustrava muito. Eu sentia que não estava sendo produtiva o suficiente. Mas depois entendi que o problema não era a minha capacidade de organização. O problema era tentar encaixar uma rotina ideal em uma realidade que não era ideal. Quando parei de buscar perfeição e comecei a adaptar minha rotina, tudo ficou mais leve.

2. Aproveite pequenos blocos de tempo

Uma das maiores mudanças que fiz foi parar de esperar ter horas livres para conseguir trabalhar. Porque, principalmente para mães, essas horas muitas vezes nunca aparecem. Hoje eu aproveito os pequenos momentos disponíveis durante o dia. Tenho 20 minutos? Uso esses 20 minutos. Tenho uma hora? Aproveito para uma tarefa mais importante.

Também comecei a organizar minhas prioridades usando ferramentas que me ajudam a manter o foco, como listas de tarefas em uma agenda ou no aplicativo Trello e a técnica Pomodoro, que consiste em trabalhar concentrada por um período e fazer pequenas pausas entre as atividades. Outra coisa que fez diferença foi melhorar meu ambiente de trabalho.

Como passo bastante tempo no computador criando conteúdo, percebi que conforto também influencia minha produtividade. Um teclado sem fio, um mouse confortável e uma cadeira adequada ajudam muito quando você precisa trabalhar em pequenos intervalos durante o dia. Não é sobre ter um escritório perfeito. É sobre criar um espaço que facilite a sua rotina.

3. Encontre formas de conciliar trabalho e maternidade

Uma coisa que precisei aprender foi que eu não conseguiria separar completamente o papel de mãe e profissional. Com crianças pequenas, essa divisão nem sempre funciona. Então comecei a adaptar minha rotina às necessidades das minhas filhas. Enquanto elas brincam no quintal, consigo editar vídeos, responder mensagens ou escrever roteiros.

Quando estou trabalhando no computador, muitas vezes deixo atividades para elas fazerem próximas a mim. Elas desenham, brincam e até participam de alguns vídeos comigo. E uma coisa que percebi é que elas gostam de fazer parte desse processo.

Ter materiais de atividades disponíveis também ajuda muito. Livros de colorir, kits de desenho e brinquedos educativos criam momentos em que elas conseguem se divertir enquanto eu finalizo alguma tarefa. Não significa que elas ficam ocupadas o tempo todo, mas ajuda a criar um equilíbrio possível dentro da nossa realidade.

a woman standing next to a child on a bed
a woman standing next to a child on a bed

6. Pare de se culpar o tempo todo

Essa foi uma das partes mais difíceis para mim. A culpa materna pesa muito e, muitas vezes, parece que estamos sempre em falta com alguma coisa. Existe a culpa por trabalhar, por não estar presente o suficiente, por usar telas em alguns momentos ou por sentir que não estamos conseguindo dar conta de todas as responsabilidades do dia.

Mas uma coisa que aprendi nessa jornada é que ninguém conhece a minha realidade melhor do que eu. As pessoas podem dar opiniões, mas elas não vivem os meus desafios, a minha rotina e tudo aquilo que acontece por trás das escolhas que faço. Eu não preciso provar minha maternidade para ninguém. Estou fazendo o melhor possível dentro das condições que tenho, e isso já é muito.

A verdade sobre trabalhar em home office com filhos pequenos

Trabalhar em casa com crianças está longe de ser tão simples quanto muitas pessoas imaginam. Não é apenas abrir o computador enquanto os filhos brincam tranquilamente ao lado. É lidar com interrupções constantes, dividir a atenção entre o trabalho e a maternidade e tentar manter a produtividade em meio a uma rotina cheia de imprevistos. Ao mesmo tempo, essa escolha também me permite viver momentos que talvez eu não teria se estivesse trabalhando fora, como acompanhar de perto o crescimento das minhas filhas e estar presente em pequenas conquistas do dia a dia.

Se tem uma coisa que essa experiência me ensinou é que não existe equilíbrio perfeito. O que existe é adaptação. Alguns dias vão render muito, outros nem tanto, e tudo bem. Hoje minha rotina funciona melhor porque parei de tentar ser uma mãe perfeita e comecei a construir uma rotina possível para mim e para a minha família. Se você também trabalha em home office com filhos pequenos, lembre-se: você não precisa dar conta de tudo ao mesmo tempo. Faça o que é possível hoje, respeite seus limites e confie que essa fase também vai passar.

woman leaning on bed
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7. Simplifique tudo o que puder

Outra mudança que transformou minha rotina foi aprender a simplificar. Em vez de tentar fazer tudo da forma mais perfeita, comecei a me perguntar: "Como posso tornar essa tarefa mais fácil?" Pequenas mudanças fizeram uma diferença enorme, como deixar as roupas separadas no dia anterior, preparar algumas refeições com antecedência, organizar os itens que uso com mais frequência em locais estratégicos e reservar alguns minutos à noite para deixar a casa pronta para o dia seguinte.

Também percebi que a organização influencia diretamente a minha saúde mental. Quando a casa está muito bagunçada, parece que minha cabeça também fica. Por isso, passei a usar organizadores, caixas e cestos para deixar tudo mais funcional e prático. Não é sobre ter uma casa impecável o tempo todo, mas sim criar um ambiente que facilite a rotina da família e economize tempo e energia no dia a dia.

8. Reserve momentos para você

Durante muito tempo eu achei que descansar era perder tempo. Hoje eu sei que é exatamente o contrário. Uma mãe cansada física e emocionalmente dificilmente consegue cuidar da família, trabalhar e ainda dar conta de todas as responsabilidades do dia. Foi só quando comecei a respeitar meus próprios limites que percebi o quanto pequenas pausas podem fazer diferença.

Hoje, sempre que possível, tento reservar alguns minutos para mim. Às vezes é tomar um café com calma, respirar um pouco, ouvir uma música ou simplesmente fazer algo que eu gosto. Também aprendi a valorizar pequenos confortos da rotina, como usar um copo térmico para manter meu café quente enquanto trabalho. Pode parecer um detalhe, mas são esses pequenos momentos de cuidado que ajudam a recarregar as energias e tornam os dias muito mais leves.

woman holding mug in front of book
woman holding mug in front of book

4. Use a tecnologia como uma aliada (sem culpa)

Esse é um assunto que gera muita discussão entre mães. Mas uma coisa que aprendi é que cada família precisa encontrar aquilo que funciona para sua realidade. Eu uso tecnologia como uma ferramenta de apoio. Tenho câmeras pela casa, e isso trouxe mais tranquilidade para mim. Quando preciso trabalhar em outro cômodo, gravar um vídeo ou terminar uma tarefa, consigo acompanhar minhas filhas e saber como elas estão.

Também uso telas em alguns momentos. Sim, minhas filhas assistem televisão. Eu não vou fingir uma realidade perfeita porque ela não existe. Existem momentos em que preciso de silêncio para gravar, trabalhar ou resolver algo importante. A tecnologia não substitui minha presença, mas me ajuda em alguns momentos da rotina.

Além disso, itens como fone com cancelamento de ruído também ajudam quando preciso de mais concentração em meio ao movimento da casa.

Vamos ficar mais pertinho?

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5. Escolha apenas o essencial para cada dia

Por muito tempo eu fazia listas enormes de tarefas e, no final do dia, sempre ficava com a sensação de que não tinha conseguido fazer o suficiente. Quanto mais coisas eu colocava na minha lista, maior era a frustração de perceber que ainda havia muito por fazer.

Hoje eu faço diferente. Em vez de tentar dar conta de tudo, escolho duas ou três prioridades que realmente precisam acontecer naquele dia. Se consigo concluir essas tarefas, considero meu dia produtivo. Aprendi que nem todos os dias serão de alta performance, e tudo bem. Em uma rotina com filhos pequenos, fazer o essencial já é uma grande conquista.